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domingo, 31 de janeiro de 2010

lá em cima!

Quero subir bem alto, degrau por degrau.
Sentir cada brisa, cada músculo, cada passo.
Quando chegar lá, quero descansar em uma nuvem macia e me sentir leve.
O meu céu não tem cor nem gosto definido.
Isso se escolhe na hora.
Recebo pessoas e faço festas...
Tem música e dança de roda...
As vezes é puro silêncio.

As estrelas, pássaros, anjos, São Pedro e Nossa Senhoras estão todos lá.
Mas gosto mesmo é dos pestes, pecadores e impuros, eles dão um pouco mais de charme na casa e um pouco mais de movimento.

Você já viu aquela nuvem que parece um dragão? E aquela outra que parece um sorvete? Quantos coelhos você vê na Lua?
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alecrim

Clarice acordou assustada. Sonhara com aquela flor que um dia a prometeste e que nunca ganhou. Reviveu alguns momentos passados, pensou e tentou voltar ao sonho. Isso lhe fez bem por algumas horas. Mas certas lembranças não devem fazer o coração diminuir e deixar-la melancólica. Clarice quer um amor inteiro, verdadeiro. Só.
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Lá pelas montanhas

por ivone fonseca depois de uma tarde de muita conversa e café!

Você é assim,
Sempre sorri e fala coisas que me enfeitiça
e quando se silencia em meio ao silêncio trocamos olhares, olhares que falam.
Esboçamos sorrisos.
Te sinto, te sei..
E como flauta doce te ouço em poesias.
Sinto um frio no estomago e percebo que você tem algo que me deixa idiota.
Talvez sejam seus encantos rubros.
A minha segurança insegura.
Porque pergunta se te quero? Se tudo que faço é pensar em seus movimentos desconexos quando está próximo a mim.
Somos amigos até quando você
Itálicodesejar e quando não mais, quero-te inteiro, quero-te meu.
Gosto disto
Finge que não liga e na seqüência me liga.
Magia de São Francisco?
Não sei, talvez seja o vinho, a noite, o luar, o desejo de dois corpos, você, eu e o encontro casual de nossos sorrisos.

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Incondicionalmente

Ela tem sabor Hortelã, alecrim e jasmim na cor de carmim. Não é só pra mim, Mas gosto assim. É sempre de repente. Aparece como um foguete deixando seu rastro na minha memória. Apareceu sem mais na minha vida espontânea e divertida. Atrapalhada e tagarela. Ela é assim, alegre. Diferente. Tem algo ali que ninguém sabe, mas é bom demais. Seus olhos não saõ verdes, mas poderiam ser!

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ah, sei lá!

Existem coisas guardadas na memória que são pra sempre.

... temos que esquecer, nos desprender e dar o segundo passo. O primeiro sempre tinha alguém para nos segurar ou nos acalmar. Agora a superfície parece mais rígida, temos mais medo. O tempo esta mais curto, andamos mais rápido e parece que nada acontece. O primeiro beijo não tem mais tanta emoção, a primeira transa ficou na memória, e aquelas situações engraçadas são sempre lembradas na mesa de bar com as amigas. Mas a era do 'ganhar dinheiro' chegou, a boneca e os ursinhos tomam conta de uma parte do guarda-roupa onde não se tem atenção, as amigas não são tão freqüentes e as histórias passam a serem vividas sem intensidade e nos relacionamentos queremos mesmo é carinho e atenção. E assim vamos seguindo, um passo de cada vez.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fora da caixa

As vezes escrevemos pra quem gostamos. Surpreendemos com nossas rimas e tiramos um sorriso do rosto amado. Por muito tempo, mantemos essa ação, já que, a idéia é boa e somos bons nisso. Alguns mantém seus escritos num blog, em pedaços de guardanapo e até mesmo em livros. Nos livros estão de tudo um pouco e para todos um pouco. Dentro de uma caixa ficam os guardanapos e rascunhos, poemas pela metade. Com o passar das páginas, percebemos poemas parecidos, frases repetidas assim como títulos iguais. Talvez sejam porque os sentimentos são parecidos, ou porque buscamos sempre a mesma coisa, o mesmo amor?

domingo, 27 de dezembro de 2009

Vendendo...



Me rendi. Não pude segurar. Meu coração tem total domínio sobre a minha pessoa. As vezes ele se comporta como uma cartão de visitas, sortudo aquele que ligar. E as vezes brinca de esconde-esconde como crianças num parque da praça. Na verdade, quero que ele se comporte como se tivesse acabado de sair de um brinquedo desses que vira de ponta cabeça ou desses que descem de uma altura numa velocidade impressionante. E quando ele se comportar assim, minhas mãos vãos estar suadas e geladas, talvez. E o frio na barriga vai me fazer gaguejar.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

30/11/2009


Passam-se os dias e nenhuma notícia. Nenhuma luz sequer. è como se tivesse desaparecido. Se escondido em algum lugar. Mas sei que está viva. Ainda sinto seu perfume nas ruas, naquela lembrança. Ouço sua música preferido, sua risada, sinto sua pele. Mas não sei onde está. Me resta apenas esperar por sua volta. Ainda sinto seu calor.
"Sei que ainda vou voltar( ...)
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NUMA CORRERIA DANADA. E SEM INTERNET! JA VOLTO !!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

No apagão...


Naquela escuridão, só se via o brilho de sua lágrima que por algum feixe de luz, talvez da vela em cima da mesa, pode-se ver o tamanho de sua tristeza. Ali, naquele momento raro, ela pode demostrar o que estava sentindo, e por algumas horas lavou sua alma com gotas salgadas. Amanheceu com o travesseiro úmido e contemplou o Sol. Pegou seu sorriso no armário e começõu um novo dia.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

... tem que continuar!


Meio-dia. Na avenida principal, ela ouve sua musica preferida. Anda, canta e sente o calor do Sol. De repente seu celular toca e aquela voz dispara a falar. Tom agressivo com fundo irônico. Ela ouve em silêncio e quando ameaça uma resposta, é logo interrompida. Quando a ligação termina, ela arruma o óculos escuro e continua andando. A música volta de onde parou. Ela sente seu coração apertar, a boca amargar, mas ela tem que continuar.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coisas de Alice

Alice chegando em casa se depara com seu cachorrinho, Billy:
_ Hoje me disseram palavras bonitas. Pode ser que amanhã seja tudo mentira. Mas cada dia é um dia. Me ensinaram a viver cada momento como se fosse o último. Então vou chorar quando sentir vontade, cantar na rua sem receio, e rir daquele tombo que levei no bar. As palavras que escutei? Vou guardar comigo. Se amanhã serão verdadeiras? Só esperando pra saber.
Billy a olha fixamente colocando água e comida em seu pote.
_ Boa Noite Billy! - E ele a faz companhia durante a noite toda.
Os dois adormecem profundamente.


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| Clarice - 3º passo |

A cada passo. Marcando cada segundo. Cada emoção. Clarice agora vive anotando em seu caderninho. Ressalta os melhores momentos. Ou piores. Escreve coisas sem sentido, talvez. Seu coração só quer ser. Ela precisa de cuidados. Um braço maior onde ela possa se acolher em noites frias. Como se fosse uma menininha. A vida dela agora é assim. Não deixa nada passar. Desde o voo rasante do colibri até aquele olhar sem brilho. Jogou fora fotos que não fazia sorrir. E tomou um gole bem dado naquela pinga esquecida embaixo da pia. Quer fazer diferença e deixar marcas. Na memória. Quer se perpetuar escrava da vida.

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ps: A história de Clarice tem passagens anteriores. Confira clicando na marcação abaixo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

...numa primeira vez!


FANTÁSTICO!
A imagem não estava na sua perfeita nitidez, mas seus cabelos brilhavam de tal maneira a imaginar sua textura. A voz demorou a sair, porém quando emitida a vontade era de ser escutada a noite toda.
FANTÁSTICO!
A sintonia daquelas duas pessoas que se conhecem além do físico, do pessoal. A alegria, os pensamentos, qualquer coisa ali expressada ficaria na memória dos dois.
FANTÁSTICO!
Seria um encontro de corpos, de olhares, e café, cerveja ou ombro. Na verdade, tudo isso é só uma desculpa. O que vale são os personagens. O enredo criaremos conforme o ritmo da música.

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[para Zeroglota, foi assim que me apareceu na primeira vez]

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

... depois da cerveja na padaria...


Foi numa noite de sábado que aqueles olhos verdes apareceram novamente. Do meu lado direito permaneceu a maior parte do tempo. A turma era grande no inicio. Mas apenas três andarilhos sobreviveram numa cidade brilhante. Regados a curiosidade, surpresas e muita música. Pareciam se conhecer a tempos. A noite caiu, a Lua subiu e restaram à eles a luz das estrelas e suas mãos querendo se juntar. Hora de partir. Onde eram três, passou a ser dois. (quem sabe ser um) E foi assim. Dois andarilhos voltando ao ponto de partida. De testemunhas tinham a Lua, o taxista e eles mesmos. Dali recordações pra sempre na memória.
'Ela, na timidez é falante. Ele aprendiz de mudo"
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